Augusto Montenegro não aceitava perder o controle.
Nunca aceitara.
Para ele, poder não era algo que se negociava — era algo que se exercia. E ver o próprio filho agir fora do roteiro que ele traçara durante décadas era mais do que um desafio: era uma afronta direta à lógica que sustentava sua vida.
— Ele está se deixando conduzir por essa mulher — disse Augusto, andando de um lado para o outro no escritório amplo, as mãos cerradas. — Isso não é sentime