O relógio na parede marcava quase oito horas, e o céu além da enorme janela de vidro estava tingido em tons alaranjados e roxos. Recostei-me na cadeira, massageando as têmporas enquanto analisava os últimos relatórios do dia. O silêncio da sala era quase reconfortante, quebrado apenas pelo som da caneta riscando o papel e o zumbido suave do ar-condicionado.
Por um instante, permiti-me olhar para o horizonte da cidade. O estrondo da porta sendo aberta trouxe-me de volta à realidade.
— Damien!