127. ALESSANDRO MINETTI
Desde que Celia morreu, prometi a mim mesmo não amar mais ninguém, e cumpri essa promessa. Uso as mulheres para minha satisfação quando me apetece, não tenho que procurá-las. Elas vêm sozinhas para se oferecerem em meu escritório na empresa ou em qualquer lugar que apareço. Nunca tive necessidade de ir à caça.
Mas apesar de ter estado com várias delas, nunca havia voltado a beijar uma. E agora, essa menina maluquinha fez eu romper com essa abstinência que eu mesmo me impus. Eu só havia beijado Celia, foi meu primeiro e grande amor. Jurei que não voltaria a beijar outra mulher como fiz com ela.
Na primeira vez que beijei Lilian, fiz isso sem pensar; só queria que ela ficasse quieta, que parasse de gritar. Mas aquele beijo me deixou desejando mais. Como um maniaco no meio do deserto querendo beber água. Por isso, voltei a beijá-la sempre que tive a oportunidade. Mas desde o dia em que ela me beijou no estufa, fiquei louco; vivo pensando em como fazer ela me beijar assim novamente.