Marye demorou a adormecer naquela noite. O apartamento parecia grande demais, silencioso demais, como se cada canto guardasse perguntas que ela ainda não sabia responder. Deitada de lado, observava a luz da cidade filtrando-se pela fresta da cortina, desenhando sombras irregulares no teto. Havia dias em que Los Angeles parecia um palco luminoso; naquela madrugada, era apenas um espelho da inquietação que a consumia.
Daniel voltara a aparecer com frequência. Não de forma direta, não com palavras