Miguel Staling
Eu estava deitado na cama do quarto principal, com Beatriz aninhada contra meu peito. O braço dela estava enfaixado e ela reclamava de dor toda vez que se mexia. Passei os dedos pelo cabelo dela devagar, num gesto automático de carinho, mas minha cabeça estava longe dali.
Algo não estava certo.
Eu sentia. Um incômodo no fundo do peito que não conseguia explicar. Aura nunca ficava tão quieta assim. Mesmo quando brigávamos, ela sempre ficava. Sempre voltava pedindo desculpas, mesmo