O dia mal havia amanhecido na mansão Prado, mas o clima no quarto principal já estava sufocante. A luz cinzenta do amanhecer entrava pelas cortinas semiabertas, banhando o quarto numa penumbra que combinava perfeitamente com o silêncio pesado entre os dois.
Roberta Martinez estava sentada na cama de casal, vestindo um robe de seda, observando Júlio dar o nó na gravata em frente ao espelho com uma indiferença que a incomodava profundamente. Ela contava, mentalmente, quantos dias haviam se passad