No apartamento do outro lado da cidade, o vapor do chuveiro ainda flutuava pelo banheiro luxuoso. Ana saiu do banho vestindo um roupão de seda branco. Sentando-se na banqueta da penteadeira, ela começou a passar um creme perfumado pelas pernas, mas seus movimentos pararam quando ela olhou para o próprio reflexo no espelho.
A mulher que a encarava de volta parecia uma estranha — os mesmos olhos castanhos, a mesma boca que ela reconhecia desde criança, mas com uma dureza no olhar que não existia