Ao ouvir a voz cortante de Ana, Júlio se recompôs. Ele engoliu em seco, afastando-se do menino e erguendo o corpo com a habitual rigidez corporativa, como quem veste uma armadura invisível peça por peça.
Seus olhos saíram de Pietro e cravaram-se em Ana, mas aquela sensação familiar e avassaladora ainda reverberava em seu peito. O menino tinha os modos parecidos com os dele, os olhos verdes como o dele... Mas era filho daquele maldito italiano que a tocara quando ela fugira, pensou Júlio, sentin