Uma semana havia se passado desde o tenso reencontro na sala de reuniões e Júlio Prado sentia que estava prestes a enlouquecer. Alimentado pelo veneno das mentiras de seu pai, ele passava as noites em claro, oscilando entre o ódio por ter sido supostamente chantageado por Ana e um desejo sufocante que teimava em não apagar.
Cada reunião, cada contrato, cada minuto do seu dia era interrompido pelo rosto dela, pelos olhos indecifráveis que ele tinha certeza de que ainda escondiam a mulher que um