O ritmo do Pátio das Hortênsias guardava uma cadência própria, uma pulsação que parecia se alinhar ao próprio tempo da montanha. Após a explosão do documentário da L’Art Contemporain, a rotina que Clara Mendes esculpira para si não se alterou na essência, mas ganhou uma nova camada de complexidade. Ela já não era apenas a artista reclusa que buscava cura no silêncio do barro; era o centro de gravidade de um movimento que atraía os olhares do mundo. No entanto, o verdadeiro esteio daquela nova v