Se os salões de Higienópolis enfrentavam uma tempestade de escárnio com a ruína pública dos Albuquerque, no bairro nobre porém decadente onde residia a família biológica de Clara, o clima era de absoluto pânico. Para os Mendes, as dez páginas da L’Art Contemporain e o documentário de quase uma hora não foram apenas um choque cultural; foram a certidão de óbito de sua relevância social e a prova cabal de sua monumental incompetência.
A residência dos Mendes — um casarão de arquitetura datada que