A poucos metros da bancada, encostado em uma das colunas de sustentação de madeira rústica do pavilhão, Gabriel Valois acompanhava cada movimento. Ele vestia um suéter de gola alta preto sob um casaco de lã escura, mantendo os braços cruzados sobre o peito. Sua presença era, ao mesmo tempo, discreta e monumental.
Gabriel não intervinha no processo criativo; ele respeitava o espaço sagrado da arte de Clara e de seu irmão. No entanto, seus olhos escuros não desviavam de Clara por um único segundo