O escritório da presidência da Albuquerque S.A., no trigésimo andar de uma das torres mais icônicas da Avenida Faria Lima, estava mergulhado em uma penumbra glacial. Arthur Albuquerque não havia permitido que as cortinas automatizadas fossem abertas. A única iluminação vinha da tela do seu notebook e dos gráficos projetados no telão de vidro fosco, onde a curva de valor das ações da holding desenhava uma dolorosa linha descendente que se estabilizara, a duras penas, após os anúncios de blindage