O ar condicionado da Sala de Audiências da 2ª Vara de Família e Sucessões de São Paulo emitia um zumbido contínuo e gelado, mas não conseguia dissipar o peso sufocante que pairava no recinto. Para Sophia Valois, estar ali não era um ato de triunfo; era um calvário pessoal.
Ao fundo da sala, sob custódia e amparado por fortes medicações, Arthur mantinha o olhar distante e desestabilizado. A alguns passos, Camila tentava disfarçar a rigidez nervosa. Mas o olhar de Sophia não se detinha em Camila.