A madrugada na Serra da Mantiqueira mantinha a sua cadência fria e silenciosa. Pouco depois das três horas da manhã, o relógio de ébano na parede do quarto marcava os minutos em um tique-taque suave, quase imperceptível, abafado pelo crepitar brando das brasas na lareira. No ambiente na meia-luz, iluminado apenas pela claridade alaranjada do fogo e pelo brilho tênue de um abajur de sal, a atmosfera era de um recolhimento absoluto.
No escritório anexo ao quarto principal, a tela de um monitor ul