O sol mal despontava, mas a rotina já engolia Ana. Ela descia a rua, o celular grudado na orelha, ouvindo o áudio enviado pelo advogado, enquanto tentava equilibrar a bolsa no ombro e um copo de café que esfriava rapidamente. A mente divagava sobre a reação absurda de Pedro, alheia ao mundo ao redor.
De repente, um som agudo rasgou o ar. Um freio brusco, seguido de uma buzinada ensurdecedora. Ana, assustada, deu um pulo para trás, o café quente derramando na sua blusa. Uma picape envelhecida,