A segunda-feira amanheceu diferente.
Não porque Dublin tivesse decidido oferecer um céu mais claro ou porque o vento tivesse perdido a mania de atravessar casacos como se eles não existissem, mas porque havia dias em que o peso das coisas mudava de lugar.
Marjory percebeu isso quando abriu a janela do apartamento.
Respirou fundo.
Pela primeira vez em semanas, sentiu que o ar entrava nos pulmões sem encontrar resistência.
Ainda havia incertezas.
Ainda havia mudanças pela frente.
Mas o medo havia