POV. Augusto
Acordo com o barulho da cafeteira.
Abro os olhos lentamente e a dor de cabeça vem como um castigo. Lateja. Aperta.
Olho ao redor e reconheço o lugar.
Estou deitado no sofá-cama da sala do Juliano.
Ele sai do quarto já arrumado, camisa passada, semblante sério, e vai até a cafeteira.
— Já fiz café. Do jeito que você precisa hoje: amargo e forte.
Passo a mão pelo rosto, ainda confuso.
— Juliano… você me fez dormir no sofá?
— Augusto, não estamos na sua cobertura. Meu apartamento, com