POV. Augusto
Estou dirigindo sem rumo.
As lágrimas continuam descendo, sem controle.
Meu peito dói.
Como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado à força.
Paro o carro ao acaso e percebo um bar em uma rua sem saída.
Desço sem pensar muito e entro.
Sento-me de frente para o balcão.
— Uma garrafa de uísque.
Dou a primeira golada.
O líquido desce queimando, rasgando por dentro.
As lembranças vêm em ondas:
os passeios por Paris,
as promessas sussurradas,
os planos que nunca se cumpriram.
Tudo dói