Lorenzo Castellani
A manhã estava fria, cinzenta - e estranhamente parecida comigo.
O vento batia nas janelas do edifício como se tentasse arrancar daqui o que restava da minha sanidade. Eu estava no escritório desde antes do sol nascer, mas a verdade é que eu não dormia havia dias.
O café esfriava sobre a mesa.
Os relatórios estavam abertos.
O mundo continuava girando.
E eu continuava preso em um único instante: o segundo em que Zara me olhou nos olhos e ouviu de mim a palavra que destruiu tud