Lorenzo Castellani
O silêncio naquela noite era quase ensurdecedor.
O escritório estava mergulhado em penumbra, apenas o abajur de canto lançava um círculo de luz amarelada sobre a mesa de mogno. O relógio marcava pouco mais de meia-noite, mas Lorenzo continuava ali, imóvel, olhando para o copo de uísque nas mãos como se buscasse respostas no fundo âmbar do líquido.
Rômulo entrou sem bater, como sempre fazia.
Sabia que eu não dormiria. Sabia que eu estava desmoronando por dentro.
- Eu imaginei