Radael suspirou, respondeu sério:
— Nenhuma. Assim como você não pode me garantir que vai gostar de mim ainda daqui cinco, dez, vinte anos.
— Quando eu tiver mais de sessenta, você vai ter só quarenta.
Ela continuou quieta, cabisbaixa, acariciando a égua.
Ele falou se afastando:
— Vou lá falar que você não quer nada, senão vão ficar esperando.
Foi saindo do estábulo.
Ela o chamou, sentindo o coração acelerado:
— Radael? Me espera.
Ele parou um pouco longe, se virou.
Ela falou guardando a égua: