A manhã chegou lenta e silenciosa, tingindo a floresta com tons de cinza e verde pálido. Ella ainda sentia o calor da noite anterior percorrendo cada músculo do corpo, cada arrepio da pele. Mas junto com a lembrança da proximidade de Liam, vinha o medo, um medo quase paralisante de que alguém pudesse ter visto, percebido, descoberto a intimidade roubada entre eles.
— Liam… — murmurou ela, enquanto caminhavam juntos pela trilha quase escondida da floresta. — E se alguém tiver nos visto?
Ele olhou para ela, os olhos carregados de alerta, intensidade e um toque de frustração. — Então teremos problemas — disse, a voz baixa e rouca — e eu não quero que isso aconteça. Mas, Ella… — Ele se aproximou, roçando levemente a mão na dela — …ninguém vai descobrir, se estivermos atentos.
Ella respirou fundo, tentando controlar a ansiedade que crescia no peito. Cada sombra parecia esconder olhos curiosos, cada ruído era amplificado pelo medo de serem flagrados. Mas, ao mesmo tempo, ela sentia o calor