Após deixar a sala do imperador, Elyssia prosseguiu pelos amplos corredores, cujas colunas de mármore reluziam sob a luz dourada que atravessava as altas janelas envidraçadas. Ao seu lado caminhava Amélia, sua dama de companhia, que, com visível entusiasmo, lhe apresentava os encantos daquele vasto palácio.
Enquanto conversavam, o som suave dos seus passos foi interrompido por uma silhueta que surgiu ao final do corredor. Tratava-se de Lucian Grael, que, ao avistá-la, inclinou-se levemente com uma reverência cortês.
— É bom vê-la novamente, princesa.
Elyssia deteve-se. Seus traços faciais franziram levemente assim que o viu.
— Digo o mesmo, Sir Grael — respondeu com polidez, observando ao redor com discrição. — Encontra-se sozinho desta vez?
— Sim. Rowan tinha um compromisso, então saiu antes de mim.
— Oh, as aulas de equitação — disse ela, como quem resgata de súbito uma lembrança de pouca importância.
— Então a senhorita já sabe? Que descortesia com a princesa, deixá-la