POV LIANNA
O hospital sempre teve um som próprio. Não é o bip dos monitores nem o arrastar das macas. É um som mais fundo, quase invisível — o de gente tentando continuar viva. Durante muito tempo, esse som me feriu. Depois, me salvou. Agora, eu precisava descobrir se ainda me pertencia.
Entrei pela porta principal como quem pisa em território antigo. Jaleco limpo, crachá novo, nome sem sobrenome que não era mais meu. Lianna Aslan. Simples. Direto. Verdadeiro.
Havia olhares. Alguns curiosos, ou