De madrugada, começou a chover forte. Rafael estacionou o carro na garagem da mansão, mas não desceu. Ficou ali, parado, olhando para a casa à sua frente. Aquele lugar, sem Júlia, já não parecia um lar.
Ele acendeu um cigarro. No espaço fechado do carro, a fumaça logo preencheu o ar, sem poder escapar. O brilho vermelho da ponta do cigarro iluminava suas mãos enquanto a fumaça subia e, aos poucos, embaçava seus traços no espelho retrovisor.
Rafael estava imerso na escuridão, como se estivesse pr