A segurança começou a circular pelo salão com uma calma que enganava. Passos firmes, rádio chiando baixo, olhares que não deixavam nada passar. Dois homens de terno preto pediam licença e revistavam bolsas e bolsos dos convidados mais próximos das saídas. Ninguém ousava reclamar alto, mas dava pra sentir o nervosismo crescendo como fumaça. Taças pararam no meio do caminho até a boca. Risadas morreram na garganta.
Eu fiquei sentada, pernas cruzadas, mãos no colo, tentando parecer a pessoa mais t