466. Parecia um castigo
Gabrielle Goldman
Eu não queria estar ali. Cada fibra do meu corpo gritava por fuga, por distância, por qualquer coisa que me afastasse daquela presença sufocante. Eu queria correr, atravessar aquela porta, descer aquelas escadas e nunca mais voltar, nunca mais olhar para trás. Mas, ainda assim, havia algo profundamente errado dentro de mim — uma parte racional que compreendia o jogo, que calculava cada movimento… e outra, muito mais perturbadora, que reagia ao toque dele, que estremecia,