Mundo de ficçãoIniciar sessãoLucas Park
O grito rasgou minha garganta antes mesmo que eu tivesse consciência da dor. Não era apenas queimadura. Era algo primitivo, absoluto. Minha pele parecia derreter sob o metal incandescente, como se meu corpo estivesse sendo reescrito à força.
Estavam me marcando.
Como gado.
Enquanto eu gritava, ouvia as gargalhadas deles ecoando pela gaiola. O cheiro repulsivo da minha própria carne queimada invadiu o ar, fazendo meu estômago revirar. A dor era indescritível — nenhuma palavra, nenhuma comparação, nada seria capaz de traduzir o que é ter a pele destruída daquela forma.
E então eu entendi.
As imagens vieram como um soco. As fotos das costas de Gabrielle. As cicatrizes irreg







