O escritório de Alberto Albuquerque nunca pareceu tão claustrofóbico. As paredes, revestidas de carvalho escuro, pareciam guardar os sussurros de décadas de crimes financeiros. No centro da sala, sob a luz fraca de um abajur de latão, Frederico jogou uma pasta de couro sobre a mesa. Lívia estava sentada, as mãos trêmulas, enquanto Alessandro permanecia parado na sombra, como um juiz aguardando a sentença.
— Você queria a verdade, Lívia? — a voz de Frederico saiu rouca, carregada de uma dor que