Naquela semana, ninguém dormiu direito na mansão Valmont.
Não por barulho.
Mas porque o silêncio havia mudado de função.
Ele não protegia mais — observava.
Luna percebeu isso logo no primeiro dia após a entrevista de Isabella. A casa permanecia organizada, limpa, funcional. Mas havia uma sensação constante de espera, como se algo estivesse prestes a atravessar a porta sem avisar.
Ela passou a reparar em coisas pequenas.
No porteiro eletrônico sendo testado duas vezes por dia.
No carro escuro