Olívia se apoiou com um cotovelo no balcão, sentindo o alívio de tirar o peso um pouco dos pés. O barman se aproximou quase de imediato.
— O que vai ser pra você?
— Uma água sem gás, bem gelada. — ela pediu. — Copo grande, por favor.
Ele assentiu e virou-se para pegar.
Foi então que sentiu.
Aquela sensação tão específica. O peso de um olhar preso nela. Um olhar que não disfarçava.
Virou o rosto devagar.
Ao lado, um homem alto, forte, bonito, camisa preta justa delineando o peito, barba bem aparada, olhos escuros que riam sozinhos. Ele estava claramente ali por causa dela. E não fazia questão nenhuma de esconder isso.
Ele sorriu. Daqueles sorrisos treinados, que já vinham com intenção.
— Boa noite, princesa… — a voz dele era grave, envolvente. — Estou te observando desde que você entrou. Tive que vir antes que fosse tarde.
Olívia ergueu uma sobrancelha, sem se intimidar. O tipo de autoconfiança dele era familiar e previsível.
Ele se aproximou meio passo.
— Você dança bem. Tem uma prese