Os dias passavam até que em um deles, Clara escutou o som de batidas firmes na porta e o som ecoou pelo apartamento, interrompendo o silêncio da manhã. Clara, ainda abalada pela saudade e pela tensão, sentiu o coração disparar. Levantou-se devagar, tentando controlar o medo que já se instalava em seu peito.
“Quem é?” perguntou ela, a voz falhando levemente.
“Abra a porta, Clara. Precisamos conversar,” veio a resposta de uma voz masculina, firme e impaciente.
Ela hesitou, mas ao olhar pelo olho