HELOÍSA
O silêncio dentro do carro era ensurdecedor.
Eu observava Luiz Fernando pelo canto do olho enquanto ele dirigia. As mãos firmes no volante, as veias ressaltadas sob a pele levemente bronzeada, os nós dos dedos tensos em um completo desalinho. O maxilar trincado denunciava o que ele tentava controlar.
Ele estava muito puto e estava tudo bem , eu respeitei isso e o seu momento.
Não disse nada e muito menos perguntei qualquer coisa que fosse.
Apenas fiquei ali, com Kitana dormindo com a ca