HELOÍSA
Eu ainda sentia a ardência na palma da mão.
O som do tapa parecia ecoar pelo corredor inteiro da casa, como se tivesse sido gravado nas paredes e ficado impregnada no ar. Meu peito subia e descia tamanha a eletricidade que corria por toda a extensão do meu corpo, o coração batendo descompassado, não só pela raiva, mas pelo choque de ter ido até o fim. Eu não era de perder o controle assim tão facilmente. Nunca fui. Mas Sabrina… ela tinha cruzado uma linha que ninguém jamais tinha ousad