SIDNEY
Eu não costumava perder o controle. Na verdade, controle era a base de tudo que eu era hoje.
Cada decisão.
Cada palavra.
Cada movimento.
Tudo calculado.
Tudo sob domínio.
Mas naquele momento, encarando Leila à minha frente, com aquele olhar insistente e aquela presença que se recusava a recuar, eu senti algo perigoso se mexer dentro de mim.
Impaciência.
E eu não tinha mais tempo para jogos.
—Já chega! — minha voz saiu firme, cortando qualquer tentativa dela de continuar.
Leila piscou, su