HELOÍSA
O céu já estava completamente tomado pelo azul profundo da noite quando percebi que Luiz Fernando havia sumido por alguns minutos. Eu ainda estava sentada na varanda do resort, com as pernas cruzadas sobre a cadeira de madeira, sentindo a brisa morna tocar minha pele enquanto o som distante da cachoeira preenchia o silêncio ao redor.
Franzi o cenho, olhando em volta.
— Luiz? — chamei, com um sorriso leve nos lábios.
Nenhuma resposta.
Levantei devagar, ainda descalça, sentindo a madeira