HELOÍSA
Eu nunca vou esquecer o som da sirene.
Ele ecoava pela noite como um aviso cruel, atravessando o silêncio da mansão Bragança enquanto a ambulância cortava o portão principal com pressa.
Eu ainda estava ajoelhada no chão do hall quando a equipe médica entrou correndo.
Minhas mãos tremiam tanto que mal consegui afastar o cabelo do rosto de Luiz Fernando.
Ele continuava inconsciente.
Pálido.
Assustadoramente imóvel.
— Por favor… — minha voz saiu banhada pelo desespero — ele desmaiou… ele s