AMÉLIA
Dois anos depois...
Arthur e eu agora vivíamos juntos. Tomávamos café numa sensação de paz que, há dois anos, eu jamais imaginaria ser possível. A mesa estava posta com pães, bolo, e o nosso café da manhã habitual. Arthur estava sentado à mesa, mexendo no celular enquanto eu me ocupava de arrumar o restante das coisas.
Dois anos haviam se passado desde aquele dia terrível no matadouro. Dois anos desde que a vingança tinha consumido Arthur, e a violência parecia ser a única linguagem que