Kai soube antes que eu dissesse qualquer coisa.
Era assim com ele — sempre havia sido. A matilha tinha aquele sentido aguçado de leitura de pessoas que ia além do normal, e Kai me conhecia além do que qualquer sentido conseguia explicar. Quando me encontrou na saída da escola dois dias depois da batalha, bastou um segundo olhando para o meu rosto para que o dele fechasse daquele jeito específico que eu reconhecia e que doía de ver.
— Você ficou lá — disse.
Não precisou especificar onde.
— Kai—
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