Irina
Eu tremia mais que folha seca no vento quente da Sicília, e ele tinha razão — mas eu nem percebi até ser tarde demais. Quando dei por mim, já estava devorando a boca dele de volta, porque aquele figlio di puttana tinha lábios feitos para comandar, para roubar a alma sem pedir permissão.
Ele perguntou por que eu não o empurrei. O que eu ia dizer? Que o gosto dele era como um Barolo envelhecido — forte, proibido, me deixava tonta de desejo e medo? Que me perdi naqueles olhos negros que já