Paulo acordou ainda sentindo o efeito do tranquilizante. A cabeça parecia oca, e o corpo flutuava em uma estranha leveza. A dor na perna, ao menos, havia diminuído. Olhou para a mesinha ao lado da cama e viu que a comida havia sido substituída por um café da manhã simples. Sentou-se devagar, começou a comer com pressa e percebeu que a fome era maior do que imaginava. Cada mordida no pãozinho parecia acordá-lo um pouco mais, mas a névoa em sua mente ainda não se dissipava.