Alberto
Já passa das onze da noite quando me despeço do meu amigo e dirijo de volta para casa. As luzes estão apagadas e penso que Alzira já deve estar dormindo. Cansado, me livro da minha gravata e sigo para o escritório. Preparo uma dose de uísque, me sento na cadeira atrás da enorme mesa de mogno e giro a mesma de frente para uma janela de vidro. Fico olhando para o extenso jardim quieto e silencioso, enquanto aprecio o gosto amargo da bebida.
Penso em Val, nos poucos momentos que tivemos ju