Beatriz
A escuridão é interrompida por sons abafados. O som distante de sirenes se mistura com vozes que
mal consigo distinguir. Minha cabeça lateja, e cada músculo do meu corpo dói, mas a primeira coisa que penso é na Giulia.
Luto para abrir os olhos. Vejo borrões de luzes vermelhas e azuis piscando. Tento me mover, mas uma dor aguda no lado do meu corpo me impede.
— Fique calma, senhora. Você está em segurança agora. — É a voz de um homem, mas não é Rafael.
— Minha filha... — minha voz sai c