Marina
Parte 2 — As Últimas Cartas
O escuro é denso.
Mas os sons são perfurantes.
Bip… bip… bip…
O ritmo é constante, metálico, vindo de algum lugar muito distante da minha consciência — como se alguém estivesse tocando um instrumento num quarto ao lado e o som chegasse até mim atravessando paredes.
Onde eu estou?
Tento puxar o ar. Sinto que meus pulmões pesam toneladas. Tento mover os dedos — e eles respondem, devagar, como se estivessem aprendendo a existir de novo.
As memórias vêm em estilha