Primeiro, silêncio.
Depois a voz de Carlo.
Giulia levou a mão à boca.
O som da voz do pai morto a atravessou com violência.
— “Se alguém ouvir isso, meu nome é Carlo Moretti. Trabalhei como contador para homens que nunca deveriam ter conhecido minha família. Não sou inocente. Aceitei dinheiro. Alterei documentos. Tive medo. Mas não sou assassino.”
A voz tremia.
Rosa teria chorado ao ouvir.
Giulia chorou em silêncio.
A gravação continuou:
— “Na noite do ataque contra Lorenzo Vitale, fui chamado