Giulia engoliu o choro.
— Não quero deixar a senhora.
— Você não está me deixando. Está protegendo meu neto.
Meu neto.
A palavra fez a verdade ganhar corpo.
Rosa apertou a mão dela.
— Para onde vai?
— Melhor que não saiba.
— Certo.
A dor no rosto da mãe quase a fez desistir.
— Eu vou mandar notícias quando puder.
— Não use seu telefone.
Giulia piscou.
Rosa sorriu tristemente.
— Não sou tão inútil quanto pareço.
— Mamma...
— Pegue o dinheiro escondido na lata de farinha.
— Que dinheiro?
— Econom