(ELIRA)
O ar ficou pesado demais para respirar.
Kael ainda segurava meu rosto quando o primeiro estalo ecoou pelo campo neutro.
Não foi som comum.
Foi interno.
Como se algo invisível estivesse rachando sob pressão.
A marca vermelha no peito dele brilhou com violência.
Eu senti a dor atravessá-lo.
A mesma dor atravessou Lyra do outro lado da linha.
Ela estava de joelhos agora.
A mão pressionada contra a própria clavícula.
Sangue escorrendo pelos dedos.
— Pare! — ela gritou.
Mas Kael não soltou.