Narrado por Antonella
O despertador tocava às cinco da manhã, um som estridente que cortava o silêncio do barraco antes mesmo do sol aparecer no horizonte da vila. Minhas mãos, antes acostumadas a manusear tecidos finos e cremes caros, agora apresentavam pequenas queimaduras de óleo e o cheiro persistente de café e pão na chapa.
— Bom dia, minha filha — Beatriz sussurrou, ajeitando o cobertor sobre o Enzo , que dormia profundamente no berço de madeira simples. — Fiz um chá de erva-doce. Bebe an