O cheiro de café fresco e pão de queijo quentinho era o único conforto que eu tinha naquela manhã, depois de acordar nos braços do meu patrão. Eu ainda sentia o formigamento na pele onde o corpo dele encostou no meu. Minha cabeça estava uma confusão: medo do Getúlio, preocupação com a Lara e um calor estranho no peito toda vez que lembrava do olhar do Lorenzo ao acordar.
Entrei na cozinha e encontrei Dona Zezé mexendo uma panela de ferro. Ela me olhou e abriu um sorriso que parecia um abraço.
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